ZERO PRA ELE

Ai que burro, dá zero pra ele!” A famosa frase dita tantas vezes por Chaves nas aulas do Professor Girafales parece se aplicar na tabela de classificação. Respeitável Público do Circo da F1, o maior espetáculo das pistas vai começar.

chaves circo da f1

Quando olhamos a tabela de classificação (clique aqui) podemos observar algumas coisas bem interessantes, especialmente agora, depois do GP da Hungria, quando a F1 retorna apenas daqui a quase um mês, ou seja, em 27 de agosto, para o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.

Vejamos os casos de companheiros de equipe para chegar ao ponto certo.

Na Ferrari, Sebastian Vettel tem 86 pontos a mais do que Kimi Raikkonen, tanto que o finlandês de Maranello está atrás de Lewis Hamilton, Valtteri Bottas e Daniel Ricciardo.

Na Dona Mercedes, Lewis Hamilton tem 19 pontos a mais do que Valtteri Bottas, o finlandês mais mineiro do mundo e, tal qual Kimi Raikkonen em 2007, pode chegar ao título de maneira inesperada.

Na Red Bull, Daniel Ricciardo tem 50 pontos a mais do que Max Verstappen. Essa vantagem também se deve por tantos problemas de confiabilidade que o holandês enfrenta nesta Temporada.

Na Force India, Sergio Pérez 11 pontos a mais do que Esteban Ocon. Esta é, sem dúvida, a mais equilibrada das disputas entre companheiros de equipe. O GP do Azerbaijão que o diga.

Na Williams, Felipe Massa tem somente 5 pontos a mais do que Lance Stroll. O canadense tem ainda um pódio para chamar de seu, o que deve ser o melhor resultado da Williams neste ano, visto o bólido fraco que ambos guiam.

Na Haas, Romain Grosjean tem 7 pontos a mais do que Kevin Magnussen. Ambos estão de contrato renovado para a próxima Temporada, o que dá mais segurança ao piloto. Se tiverem um carro minimamente capaz, conseguem roubar uns bons pontos das outras.

Na Toro Rosso, Carlos Sainz Jr. tem 31 pontos a mais do que Daniil Kvyat. O russo tem errado demais na pista e isso pode custar ainda mais caro. Sainz está em busca de outra equipe, mas por falta de vagas, deve continuar na mesma. Apenas aponto a possibilidade do espanhol substituir Fernando Alonso na McLaren, caso o bicampeão decida se aventurar em definitivo na Indy.

Na McLaren, Fernando Alonso tem 9 pontos a mais do que Stoffel Vandoorne. Como já virou costume, Alonso leva a equipe nas costas, tanto que garantiu um quase milagroso sexto posto com o MCL32 no GP da Hungria.

Agora vem o abismo, aqueles que o título “ai que burro, dá zero pra ele” casam mais que perfeitamente. Falo da Renault e da Sauber. Todas as equipes pontuaram até aqui, tanto que a McLaren, quem diria, tem 6 pontos a mais do que a Sauber, que voltou à lanterna dos afogados. Mas vamos lá aos pontos de pilotos.

Na Renault, Nico Hulkenberg tem 26 pontos a mais do que Jolyon Palmer. Isso significa que o alemão é o responsável por TODOS os pontos da equipe francesa até aqui, enquanto Palmer tenta espantar até mesmo uma possível, e cada vez mais real, volta de Robert Kubica, para tomar-lhe o lugar.

Na Sauber, Pascal Wehrlein tem 5 pontos a mais do que Marcus Ericsson. Caso você não tenha percebido, Pascal é quem trouxe todos os 5 pontos da equipe suíça até aqui. O alemão foi 8º no GP da Espanha e 10° no GP do Azerbaijão, enquanto o sueco tem como melhores resultados, duas vezes 11º lugar, nas duas corridas em que Pascal pontuou.

Numa Temporada cada vez mais disputada, Marcus Ericsson e Jolyon Palmer estão próximos de serem reprovados, não por barbeiragens como um certo russo da Toro Rosso, mas sim por não somarem um mísero ponto.

É isso. Até mais!
Circo da F1.

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